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O que é um Controlador Lógico Programável?

| Julia Marques • 13/04/21

O CLP é a sigla de Controlador Lógico Programável, que é um computador capaz de executar funções específicas através de programas criados. E se você não conhece o CLP, é importante saber que esse dispositivo faz parte da inteligência da automação, pois é responsável pelo controle do processo.

Um controlador lógico programável nada mais é do que um computador utilizado para automatizar um processo, função da máquina ou uma linha de produção.

Apesar disso, comparado com computadores comuns, o CLP possui menor capacidade de processamento de dados e armazenamento, sendo aplicado em situações específicas.

O que é CLP?

De acordo com a ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas, um controlador lógico programável é um dispositivo digital similar aos computadores utilizados. A diferença está na estrutura física, com hardwares e softwares dedicados à automação das indústrias.

O CLP pode ter suas características modificadas conforme as necessidades da operação, seja com a implementação de cartões de memória ou adição de placas de saída de frequência, adaptando-o para melhor atender a sua produção.

Além disso, esse dispositivo pode ser integrado em sistemas complexos, comunicando-se através de canais seriais. Isso permite que sejam monitorados por computadores, operando em uma rede de comunicação com um protocolo comum.

Vamos colocar na prática!

Por exemplo, em uma linha de produção de potes, imagine uma Rotuladora que aplica o rótulo diretamente no recipiente de modo contínuo. Para o equipamento realizar o movimento, inserir o rótulo na posição exata, sem imperfeições, quando iniciar ou quando parar o funcionamento, é preciso um equipamento que armazene todas as informações. E é aí que entra a utilização do CLP.

A origem do CLP

O surgimento do CLP foi um marco na automação industrial.

Afinal, ao simplificar processos, se tornou responsável por flexibilizar a linha de produção, reduzindo tempo de produção, desperdícios de matéria prima e o custo da mão de obra, resultando em um aumento da produtividade.

Dessa forma, o CLP foi desenvolvido por uma empresa norte-americana para ser utilizado, a princípio, pela GM, mas propagado à outras indústrias posteriormente.

Assim, o primeiro Controlador Lógico Programável surge na década de 60, visando atender às necessidades de produção da multinacional General Motors, Chevrolet no Brasil, que buscava alterar sua linha produtiva com rapidez e menor custo.

Sem a utilização do CLP, a produção demandava a reformulação dos comandos das máquinas, gerando custos com mão-de-obra e gastos com matéria-prima.

A necessidade de produzir carros do mesmo modelo, mas de cores diferentes, sem interromper a produção, fez com que a GM buscasse por alternativas práticas para automatizar o processo, tornando-o mais ágil e fácil.

O CLP passou por diversas modificações e transformações ao longo dos anos, passando a ocupar, cada vez mais, espaço dentro de máquinas e equipamentos industriais, ao mesmo tempo, a automação se tornava requisito essencial para as produções inteligentes, tendo maior aplicação no contexto da Indústria 4.0.

Leia mais: Você sabe o que é Indústria 4.0?

Envasadora Automática em Linha

Como o CLP funciona?

O CLP é composto por 3 partes: entradas, saídas e dispositivo de programação. Parece complicado, mas entendendo como cada parte funciona, é fácil entender a operação do dispositivo.

ENTRADAS

As entradas são responsáveis por receberem os sinais do equipamento, sejam analógicas ou digitais. Veja as diferenças:

ANALÓGICAS: Responsáveis por receberem as referências analógicas do equipamento, por exemplo, variação de temperatura ou pressão.

DIGITAIS: Receberem sinais de forma binária. Cada entrada entende apenas dois estados, ou seja, o sinal recebido é sempre 0 ou 1.

SAÍDAS

As saídas são responsáveis por receberem as ordens transmitidas pelo CPU. E as informações são resultantes do processamento dos sinais recebidos. Assim, os cartões de saída acionam as cargas de acordo conforme determinado no CLP.

Mas, como as entradas, as saídas podem ser analógicas ou digitais.

ANALÓGICAS: Transmitem sinais ao controle. Por exemplo, para controlar a velocidade do motor, disponibiliza o sinal para enviar uma instrução ao inversor de frequência.

DIGITAIS: Possuem dois tipos: relé ou transistor. Eles trabalham de maneira binária com dois estados: ligado ou desligado. Dessa forma, o comando é realizado a partir dos estados 0 ou 1, acionando ou desligando.

DISPOSITIVO DE PROGRAMAÇÃO

O dispositivo de programação é responsável por receber a informação e determinar a ação a ser cumprida. Logo, sua função é ler os valores lógicos repassados pelas entradas. Depois executa as instruções do programa, transferindo as ordens para as saídas.

Assim como um computador comum, conta com duas partes fundamentais: processador e memória. O processador executa a ação programada, gerencia a comunicação e execução dos programas.

Mas, para funcionar, o CLP necessita de um sistema operacional com um software. Dessa forma, os programas são inseridos na memória do processador no dispositivo de programação.

Empacotadora de Grãos e Pó

Para que serve o CLP?

Para gerenciar uma produção de forma autônoma, é preciso um equipamento capaz de controlar o processo, recebendo sinais, processando-os e enviando comandos para os operadores. Ou seja, para que o sistema funcione, é necessário um dispositivo que tenha informações para tomar decisões de forma inteligente.

O responsável por tomar decisões deve ser um equipamento que seja programável.

Na rotina industrial, o CLP é muito utilizado, afinal, para tomar decisões, o equipamento deve ser programável. E os processos que utilizam o CLP são: controles de nível, de vazão, automação de esteira e vários outros.

Além disso, o CLP opera através de um processo contínuo chamado de “Ciclo de Varredura”. Assim, em cada ciclo, o dispositivo realiza atividades como: leitura das entradas, execução das instruções do programa e atualizações das saídas.

Encapsuladora Semi-automática

CLP ou PLC: qual a diferença?

Se você já se deparou com os termos CLP e PLC, pode ter pensado que se tratam de dois equipamentos distintos.

Entretanto, ambas as siglas se referem ao mesmo dispositivo, a diferença está em que o PLC (Programmable Logic Controller) corresponde ao termo em inglês, já o CLP se refere ao equipamento em português.

Rotuladora Automática de Frascos Cilíndricos – CALM T

Vantagens do CLP

A utilização do CLP é um item indispensável dentro das indústrias. E no contexto da Indústria 4.0, um dispositivo simples não atende à todas as necessidades da produção, por isso, optar pelo CLP traz muitas vantagens:

  • Possibilidade de personalização ao interligar sistemas;
  • Redução nos desperdícios de matéria prima e energia;
  • Menor tempo de resposta das máquinas;
  • Controle e qualidade da produção;
  • Facilidade da programação: as linguagens utilizadas são de fácil aprendizagem, facilitando a construção da lógica;
  • Manutenção simples;
  • Exatidão na execução das tarefas;
  • Maior eficiência e competitividade industrial.

A utilização de um equipamento com CLP faz necessário apenas um computador para manipulação do programa, simplificando a alteração dos processos, reduzindo tempo e mão-de-obra.

Enquanto empresas trabalham somente com equipamentos tecnológicos, outros negócios necessitam de soluções específicas com CLP, como as envasadorasempacotadoras, rotuladoras e até encapsuladoras. Por isso, para que a produtividade seja a melhor possível os equipamentos devem acompanhar a eficiência da empresa.

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